O The Athletic revelou que a FIFA recebeu 145 denúncias de violações de direitos humanos durante o Mundial de Clubes realizado este ano nos Estados Unidos. A maioria das queixas foi apresentada diretamente por adeptos através do portal oficial da entidade máxima do futebol, transformando-se num alerta sério para a organização do Mundial de 2026, que terá os EUA como palco principal.
Grande parte das denúncias esteve relacionada com as políticas de imigração do governo norte-americano e com a forte presença de agentes do ICE, organismo responsável por este tema, nos arredores e no interior dos estádios. Muitos adeptos relataram sentir-se inseguros e desconfortáveis com a atuação das autoridades.
Outro fator que gerou preocupação foi o calor extremo, alvo de várias reclamações durante a competição e que deverá voltar a ser um desafio no próximo Mundial. Para além disso, surgiram denúncias ligadas a acessibilidade, discriminação, violações de direitos laborais, assédio e restrições à liberdade de expressão e religiosa.
A segurança é outro ponto central. O Mundial de 2026 coincidirá com as comemorações do 250.º aniversário da independência dos Estados Unidos, o que levou as cidades-sede a reforçar os efetivos policiais. Em muitas regiões, os agentes foram já informados de que não poderão gozar férias durante o torneio, de forma a assegurar a máxima presença no patrulhamento e prevenção de incidentes.
Este cenário expõe não apenas os desafios logísticos e organizativos da FIFA, mas também o peso político e social de realizar o maior evento do futebol mundial em solo norte-americano.


